
Funeral de Um Lavrador
Chico Buarque
A crítica social em "Funeral de Um Lavrador" de Chico Buarque
"Funeral de Um Lavrador", de Chico Buarque, traz uma crítica direta à desigualdade social e à concentração de terras no Brasil. Inspirada no poema de João Cabral de Melo Neto e composta para a peça "Morte e Vida Severina", a música usa a imagem da cova como símbolo da única posse real do trabalhador rural: “É a parte que te cabe deste latifúndio”. O uso do termo “latifúndio” reforça a denúncia sobre a injustiça da estrutura fundiária brasileira, onde o lavrador só conquista um pedaço de terra ao morrer.
A repetição de versos como “É a conta menor que tiraste em vida” e “É a terra que querias ver dividida” evidencia o contraste entre o sonho do lavrador por justiça e a dura realidade de sua vida. A cova, descrita como “de bom tamanho, nem largo, nem fundo”, ironiza a ideia de divisão de terras, mostrando que ela só acontece de fato na morte. O tom sóbrio da canção ressalta a resignação dos trabalhadores rurais, que só encontram alívio quando já não podem mais viver. A frase final, “Mas a terra dada, não se abre a boca”, encerra a crítica de forma silenciosa, mostrando que, diante da morte, não há mais espaço para protestos ou reivindicações.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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