
Homenagem Ao Malandro
Chico Buarque
A crítica social em "Homenagem Ao Malandro" de Chico Buarque
Em "Homenagem Ao Malandro", Chico Buarque faz uma crítica irônica à transformação da figura do malandro no Rio de Janeiro. O compositor contrapõe o malandro tradicional, boêmio da Lapa e personagem dos antigos carnavais, ao novo malandro: o engravatado, com capital, contratos e destaque na coluna social. Chico lamenta o fim da era romântica do sambista urbano carioca e evidencia como a malandragem saiu das ruas e bares para ocupar espaços de poder, onde o "malandro candidato a malandro federal" e o "malandro com retrato na coluna social" nunca se prejudicam.
A música destaca o contraste entre o malandro "pra valer", que "aposentou a navalha" e leva uma vida comum, e o "malandro oficial", símbolo da corrupção institucionalizada. Chico usa humor ácido para mostrar que, enquanto o antigo malandro era marginalizado e folclórico, o novo é aceito, aplaudido e até eleito. A referência ao malandro que "mora lá longe e chacoalha num trem da Central" reforça que o verdadeiro malandro virou trabalhador comum, enquanto o "profissional" ocupa o topo da sociedade. Assim, a canção faz uma crítica social contundente, que segue atual e ecoa em debates políticos recentes, mostrando que a malandragem apenas mudou de cenário e aparência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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