
Maninha
Chico Buarque
Memória e esperança sob a repressão em “Maninha” de Chico Buarque
Em “Maninha”, Chico Buarque utiliza lembranças de infância para abordar de forma sutil a repressão política vivida durante a ditadura militar no Brasil. O verso “Pois nunca mais cantei, oh maninha, depois que ele chegou” ganha um significado mais profundo ao se perceber que o “ele” mencionado representa o regime autoritário, responsável por silenciar vozes, interromper sonhos e transformar o clima do país. As referências a elementos como fogueiras, balões e luares dos sertões, além de menções a canções tradicionais como “Luar do Sertão” e “Chão de Estrelas”, reforçam a ideia de um passado mais livre e poético, em contraste com a opressão instaurada.
A letra também revela uma esperança persistente, mesmo diante das perdas. Quando Chico canta “Se lembra do futuro que a gente combinou / Eu era tão criança e ainda sou / Querendo acreditar que o dia vai raiar”, ele expressa o desejo de que tempos melhores possam retornar, apesar da desilusão. O jardim, antes cheio de flores e agora tomado por “erva daninha”, simboliza a destruição causada pela repressão, mas a canção termina com um apelo por esperança: “Que um dia ele vai embora, maninha, pra nunca mais voltar”. Assim, “Maninha” mistura saudade, dor e esperança, retratando de forma sensível um Brasil ferido, mas ainda sonhador.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Chico Buarque e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: