
Cantiga de Acordar
Chico Buarque
Despertar e ilusão em "Cantiga de Acordar" de Chico Buarque
Em "Cantiga de Acordar", Chico Buarque aborda o despertar como um processo difícil e inevitável, indo além da simples volta à realidade. A expressão “há que pôr o chão nos pés” destaca a necessidade de abandonar os sonhos e encarar a vida concreta, mesmo que isso signifique abrir mão do conforto das ilusões. A canção traz um tom reflexivo e melancólico, reforçado por imagens de instabilidade, como “um trem que anda sem passar” e “um tempo sem lugar”, que sugerem um estado de suspensão entre o real e o imaginário.
O contexto do álbum "Cambaio", criado como trilha para uma peça teatral, intensifica a sensação de transitoriedade e encenação presente na letra. Metáforas como “a cortina cai sem dó” e “tomba o refletor, ardem camarins” associam o fim da ilusão ao encerramento de um espetáculo, mostrando como tudo o que parecia sólido pode desaparecer. O “canto” que acorda, ligado à voz de alguém especial, sugere que o despertar pode ser provocado por uma relação afetiva, mas também traz a dor da separação: “Você foi pro sol, noite me envolveu num silêncio igual ao seu”. No final, a música reconhece que “despertar é bom, mas dói”, resumindo a tensão entre o desejo de permanecer no sonho e a necessidade de enfrentar a realidade, um tema frequente na obra de Chico Buarque e Edu Lobo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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