
Pedro Pedreiro
Chico Buarque
A rotina exaustiva e a esperança em "Pedro Pedreiro"
Em "Pedro Pedreiro", Chico Buarque utiliza a repetição da palavra "esperando" para destacar a rotina cansativa e a sensação de paralisia vivida pelo trabalhador brasileiro nos anos 1960. A música retrata Pedro como alguém preso em um ciclo de expectativas frustradas: ele espera pelo trem que nunca chega, pelo aumento de salário prometido, pela sorte na loteria e por um futuro melhor que parece sempre distante. Esse retrato ganha ainda mais força quando se considera o contexto histórico da composição, feita no início da ditadura militar, período em que a classe operária enfrentava poucas perspectivas de mudança e vivia sob forte repressão.
A letra vai além da espera por acontecimentos concretos e sugere que Pedro também anseia por algo mais profundo, como "alguma coisa mais linda que o mundo". No entanto, esse desejo de transcendência é rapidamente sufocado pelo medo de se decepcionar. O ciclo de espera se intensifica até o ponto em que Pedro passa a aguardar até mesmo "a morte" ou "o dia de esperar ninguém", mostrando como a esperança pode se transformar em peso. O apito do trem, símbolo de mudança, é aguardado com ansiedade, mas nunca se concretiza, reforçando a ideia de promessas não cumpridas. Assim, "Pedro Pedreiro" se consolida como um retrato sensível da alienação e da esperança resignada do trabalhador brasileiro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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