
Samba e Amor
Chico Buarque
Liberdade e cotidiano em “Samba e Amor” de Chico Buarque
Em “Samba e Amor”, Chico Buarque expressa uma recusa clara ao ritmo acelerado e às pressões da vida urbana. A letra funciona como um manifesto discreto pela liberdade de viver o prazer e a intimidade, mesmo que isso signifique ignorar as obrigações do cotidiano. Quando Chico canta “o trânsito contorna a nossa cama, reclama / Do nosso eterno espreguiçar”, ele transforma elementos típicos da cidade, como o trânsito e o barulho das fábricas, em símbolos das pressões externas que o casal escolhe deixar de lado. Assim, a música reforça a decisão consciente de priorizar o samba e o amor acima das exigências sociais.
O contraste entre o ambiente íntimo e a agitação da cidade aparece na serenidade com que o eu lírico descreve sua rotina: fazer samba e amor até mais tarde, dormir até tarde e não ter a quem prestar contas. O verso “Não sei se preguiçoso ou se covarde / Debaixo do meu cobertor de lã” traz uma autocrítica bem-humorada, mas também uma aceitação desse modo de vida alternativo. Composta no final dos anos 1960, a canção também pode ser vista como uma resposta sutil à repressão e à rigidez social da época, celebrando a liberdade individual e o direito ao prazer pessoal. A melodia suave e a atmosfera tranquila da música reforçam esse convite ao escapismo e à valorização dos pequenos prazeres do dia a dia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Chico Buarque e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: