
Outros Sonhos
Chico Buarque
Utopia e desejo em "Outros Sonhos" de Chico Buarque
Em "Outros Sonhos", Chico Buarque cria um universo onde o impossível se torna possível, usando imagens como “o fogo gelou” e “a neve fervia” para desafiar as leis da realidade. Essas inversões sugerem não só um desejo de transformação, mas também uma crítica sutil à ordem estabelecida. Ao apresentar situações como “doentes do coração dançavam na enfermaria” e “a beleza não fenecia”, Chico constrói uma atmosfera de sonho e esperança, mas também insinua uma certa melancolia, já que essas cenas só existem no campo do imaginário.
A música aborda questões sociais de forma irônica e delicada, como nos versos “maconha só se comprava na tabacaria” e “drogas na drogaria”, que fazem referência ao debate sobre a legalização e o controle de substâncias. Aqui, Chico imagina um mundo onde o consumo seria regulado e menos marginalizado. A presença do “passarinho espanhol” e os versos finais em espanhol ampliam o alcance do sonho, tornando-o universal e compartilhado entre culturas. O refrão “E por sonhar o impossível, ai / Sonhei que tu me querias” conecta o desejo coletivo de mudança ao anseio pessoal por um amor improvável, misturando utopia social e vulnerabilidade íntima em uma melodia suave e nostálgica.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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