
Embarcação
Chico Buarque
Metáforas e crítica histórica em "Embarcação" de Chico Buarque
A música "Embarcação", de Chico Buarque, se destaca por unir imagens do universo náutico a referências históricas e bíblicas para falar sobre a intensidade e a efemeridade de uma paixão. O verso “Deus, eu pensei que fosse Deus, e que os mares fossem meus, como pensam os ingleses” vai além de uma metáfora de autossuficiência: traz uma crítica sutil ao imperialismo britânico, especialmente em relação à Guerra das Malvinas, que ocorreu no mesmo ano do lançamento da canção. Essa conexão histórica amplia o significado da letra, sugerindo que a sensação de controle – seja sobre o amor ou sobre territórios – é sempre temporária e sujeita a mudanças inesperadas.
A letra também aborda temas como arrependimento e traição, fazendo referência ao episódio bíblico em que Pedro nega Jesus três vezes antes do canto do galo, como em “E antes mesmo do galo cantar / Eu te neguei três vezes”. Esse trecho reforça o tom melancólico e reflexivo da música, mostrando que, mesmo diante de sentimentos intensos, todos estão sujeitos a falhas e contradições. O refrão “Mas a natureza vira a mesa da razão” resume a mensagem principal: por mais que se tente racionalizar ou controlar o amor, forças maiores acabam determinando o rumo das relações. Assim, "Embarcação" utiliza imagens do mar, do cais e da partida para ilustrar tanto a beleza quanto a dor de um amor avassalador, que deixa marcas profundas ao passar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Chico Buarque e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: