
Hino da Repressão
Chico Buarque
Crítica à violência estatal em “Hino da Repressão” de Chico Buarque
Em “Hino da Repressão”, Chico Buarque utiliza a ironia para expor e criticar as práticas brutais de tortura e repressão durante a ditadura militar no Brasil. Logo nos primeiros versos, ao citar métodos como “afogamento, chicote, garrote e punção”, Chico transforma a violência institucionalizada em uma espécie de manual cínico, denunciando como o Estado justificava crimes sob o pretexto de manter a ordem. O verso “A lei tem motivos pra te confinar / Nas grades do teu próprio lar!” sugere que os próprios agentes da repressão podem acabar vítimas do sistema que ajudaram a criar, invertendo a lógica da impunidade e mostrando que ninguém está imune à violência que perpetua.
A crítica se aprofunda quando Chico mostra que a repressão não escolhe alvos: “Sangrando ativistas, cambistas, turistas, peões”. Assim, ele evidencia que a violência estatal atinge toda a sociedade, não apenas opositores políticos. O trecho “A lei abre os olhos, a lei tem pudor / E espeta o seu próprio inspetor!” reforça a ideia de que a justiça pode se voltar contra os próprios repressores. No final, Chico ironiza o destino desses agentes ao cantar “Que Deus te proteja, és preso comum / Na cela faltava esse um!”, sugerindo que, quando rejeitados pela sociedade, eles se tornam apenas mais um criminoso, sem qualquer justificativa moral. A música é um retrato direto e mordaz da violência estatal e um alerta sobre os limites da impunidade, mesmo em regimes autoritários.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Chico Buarque e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: