
Amando Sobre Os Jornais
Chico Buarque
O amor como refúgio e resistência em “Amando Sobre Os Jornais”
Em “Amando Sobre Os Jornais”, Chico Buarque utiliza a imagem do casal fazendo amor sobre jornais para criar uma metáfora potente sobre resistência e refúgio diante do caos social e político. Os jornais, repletos de notícias negativas e turbulências, servem de cenário para a intimidade, sugerindo que o amor pode ser um espaço de proteção e até de subversão frente às adversidades do mundo. O trecho “Fazendo a cama sobre os jornais / Um pouco jogados fora / Um pouco sábios demais” destaca essa dualidade: os jornais representam tanto o excesso de informação descartada quanto o peso dos acontecimentos que cercam o casal.
A sensualidade da letra se mistura à crítica social, especialmente quando o prazer do casal parece desafiar a realidade opressora: “Podendo abalar o mundo / No embalo do nosso amor / No ardor de tantos abraços / Caíram palácios / Ruiu um império”. Aqui, o ato de amar vai além do íntimo, tornando-se um gesto de resistência capaz de abalar estruturas e desafiar poderes estabelecidos. Expressões como “lavamos os nossos sexos nas enchentes” sugerem uma purificação diante das “páginas flageladas” dos jornais, indicando que, mesmo em meio à dor e à violência noticiadas, o amor pode ser fonte de esperança e transformação. Chico Buarque, assim, une o pessoal e o político, mostrando que a busca por prazer e afeto é também um ato de sobrevivência e contestação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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