
As Cartas
Chico Buarque
Incerteza e simbolismo em "As Cartas" de Chico Buarque
"As Cartas", de Chico Buarque, utiliza símbolos do baralho e do tarô para criar uma atmosfera de dúvida e reflexão sobre a realidade. Logo no início, a repetição de “Ilusão, ilusão, veja as coisas como elas são” destaca a ideia de que o que percebemos pode ser apenas aparência, sugerindo que a verdade está escondida sob camadas de simbolismo e expectativa. As referências a cartas como "a carroça", "a dama", "o louco", "o enforcado" e "a roda" remetem diretamente ao tarô, onde cada figura representa situações e arquétipos da vida, reforçando a noção de que o destino é incerto e aberto a diferentes interpretações.
A letra apresenta imagens que transitam entre o concreto e o misterioso, como “a dançarina numa cortina” e “o cavaleiro, o prateado do outro lado do seu espelho desfigurado”. Essas cenas reforçam a ideia de que a vida é feita de aparências e que nem sempre conseguimos distinguir o real do ilusório. O verso “o seu futuro embaralhado” resume esse sentimento de incerteza, mostrando que o futuro é tão imprevisível quanto uma mão de cartas. Assim, Chico Buarque provoca o ouvinte a refletir sobre como lidamos com as incertezas e ilusões do dia a dia, usando o universo do tarô para ampliar a discussão sobre a busca por clareza em meio ao caos das possibilidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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