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Frevo Diabo

Chico Buarque

Festa e irreverência no sagrado e profano de “Frevo Diabo”

“Frevo Diabo”, de Chico Buarque, explora de forma bem-humorada a mistura entre o sagrado e o profano nas festas populares do Nordeste, especialmente no frevo pernambucano. Logo no início, versos como “Diabo no corpo” e “Solta o frevo diabo e adeus procissão” mostram como a energia do frevo toma conta das pessoas, deixando de lado a solenidade religiosa para dar espaço à celebração intensa e desregrada. A música foi composta para um balé que justamente aborda essa fusão de opostos, mostrando como o frevo transforma até datas religiosas em momentos de pura festa e liberdade.

A letra utiliza expressões populares, como “Fogo no rabo de qualquer cristão” e “Meu corpo já não sabe o que faz, Satanás”, para mostrar que ninguém resiste ao chamado do frevo, nem mesmo os mais devotos. O trecho “Não tem romeira, tem, são morenas / Não tem novenas, diabo, a gente é feliz” reforça o abandono temporário dos rituais religiosos em favor da alegria mundana. Já “É o barro, o berro na garganta / Olha a ginga da santa / Devagar com o andor” mistura respeito e irreverência, sugerindo que até as imagens sacras parecem dançar. Assim, “Frevo Diabo” celebra o poder transformador da música e da dança, onde o excesso, a festa e a liberdade se sobrepõem à rigidez dos costumes, tornando o frevo uma verdadeira catarse coletiva.

Composição: Chico Buarque, Edu Lobo. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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