
Meninos, Eu Vi
Chico Buarque
Memória e nostalgia em “Meninos, Eu Vi” de Chico Buarque
Em “Meninos, Eu Vi”, Chico Buarque utiliza a expressão do título como refrão e elemento central, evocando o tom de testemunho pessoal. A frase, que remete ao poema “I-Juca-Pirama”, serve para dar autenticidade às memórias narradas, como se o artista compartilhasse com o ouvinte relatos de experiências raras e valiosas. A música gira em torno da lembrança de um grande amor e de momentos de felicidade intensa, tratados quase como lendas pessoais, difíceis de serem repetidos ou plenamente compreendidos por quem não os viveu.
A letra alterna entre recordações de paixão e episódios de medo e desencanto, como nos versos “Eu vi a cidade incendiada, eu tive medo / Eu vi a escuridão / Eu vi o que não quis”. Essa alternância entre momentos luminosos e sombrios reforça o tom nostálgico e reflexivo da canção, sugerindo que o amor, por mais intenso que seja, pode parecer pequeno diante da complexidade da vida. Ao citar “o amor evaporando pelos céus da Guanabara” e “amores de imortal verão”, Chico faz referência a um Rio de Janeiro idealizado, onde sonhos e paixões se misturam ao cenário da cidade. O verso “Juro que um dia eu vi o homem ser feliz” destaca a felicidade como algo raro e quase lendário, reforçando a ideia de que certos momentos são tão extraordinários que merecem ser contados como feitos históricos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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