
Milagre Brasileiro
Chico Buarque
Crítica social e ironia em “Milagre Brasileiro” de Chico Buarque
Em “Milagre Brasileiro”, Chico Buarque, usando o pseudônimo Julinho da Adelaide, faz uma crítica direta ao regime militar e ao chamado "milagre econômico" do governo Médici. A música expõe a contradição entre o discurso oficial de prosperidade e a realidade do trabalhador comum, que, apesar de trabalhar mais, vê seu dinheiro diminuir. O refrão “É o milagre brasileiro / Quanto mais trabalho / Menos vejo dinheiro” deixa claro que o suposto milagre era, na verdade, uma ilusão para a maioria da população, beneficiando apenas uma pequena elite.
A letra também evidencia a desigualdade social, especialmente nos versos “Tu tá no bem bom / Mas eu vivo sem nenhum”, mostrando a concentração de renda e a exploração dos trabalhadores. O tom irônico do início, com o repetido “Cadê o meu?”, evolui para indignação no final, quando Chico sugere: “quebrava o teu / Cobrava o meu / Direito”. Essa passagem reforça o sentimento de injustiça e a vontade de lutar por direitos, mesmo diante da repressão. O uso do pseudônimo e a referência à censura reforçam o contexto de resistência e denúncia social, características marcantes da obra de Chico Buarque durante a ditadura militar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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