
Opereta do Casamento
Chico Buarque
Crítica social e ironia em “Opereta do Casamento” de Chico Buarque
“Opereta do Casamento”, de Chico Buarque, faz uma crítica irônica à obsessão social pela virgindade feminina e à hipocrisia das tradições matrimoniais. A música utiliza a imagem do lençol manchado de sangue como símbolo da chamada “virtude escarlate” da noiva. No trecho “A sua virtude escarlate / Igual brasão de tomate / Enobrecendo o lençol”, Chico satiriza a expectativa de que a mulher comprove sua pureza, denunciando o absurdo de se basear a honra familiar em um detalhe íntimo e biológico.
O contexto histórico é fundamental: a ausência dessa “prova” poderia condenar a mulher ao convento, ao abandono ou até ao suicídio, como mostram os versos “Ela ia parar no convento / Ia dormir ao relento / Ou deitar nos trilhos do trem”. A canção também evidencia como a moralidade rígida e a pressão social afetam toda a família, com o nascimento do filho “apressado” e a queda sucessiva dos membros familiares, ilustrando a repetição de tragédias e a perpetuação das convenções opressoras. No final, Chico faz referência ao universo circense — “Palhaço, corista / Trapézio, dançarina / Maestro, cortina” — para mostrar que a vida familiar, sob essas normas, vira um espetáculo de papéis forçados e máscaras sociais. Assim, a música usa humor ácido e elementos operísticos e circenses para criticar a moralidade hipócrita e o peso das tradições sobre as mulheres e suas famílias.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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