
Paroara
Chico Buarque
Humor e cultura nordestina em “Paroara” de Chico Buarque
A música “Paroara”, de Chico Buarque, explora de forma leve e bem-humorada a riqueza das expressões populares do Nordeste brasileiro, especialmente a palavra “cara”, que aparece com diferentes sentidos ao longo da letra. Chico utiliza “cara” para se referir tanto ao rosto (“O sol tava danado de quente; queimou nossa cara”), quanto a preço (“Comprei uma jaqueta de veludo e não tava cara”) e pessoa (“Um cara apareceu falando gringo”). Essa variedade de usos mostra a criatividade linguística da região e aproxima o ouvinte do cotidiano nordestino.
A letra também traz referências a termos regionais, como “paroara” (apelido dado no Ceará para pessoas do Pará), “pau-de-arara” (transporte típico de migrantes) e “buginganga” (objeto de pouco valor). O cenário lembra uma feira ou circo, com personagens excêntricos como “o homem de brinco” e “a mulher barbada”, além de situações inusitadas, como trocar um cavalo por cinco burros de cangalha. A menção à atriz Theda Bara, símbolo do cinema mudo, acrescenta humor e um toque de mistério, principalmente quando o “gringo” aparece “todo saliente com a minha Theda Bara”. Expressões como “Tá por fora! - Paroara!” e “Sayonara!” reforçam o clima descontraído e sugerem movimento, despedida e improviso. No geral, “Paroara” transforma situações simples do dia a dia em pequenas crônicas cheias de graça, destacando a irreverência e a riqueza cultural do Nordeste.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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