
Sabiá
Chico Buarque
Nostalgia e resistência em “Sabiá” de Chico Buarque
Em “Sabiá”, Chico Buarque utiliza a figura do sabiá não apenas como referência à ave, mas como um símbolo carregado de significado histórico e literário. A música dialoga diretamente com a "Canção do Exílio" de Gonçalves Dias, evocando o desejo de retorno a um lar idealizado e a saudade de um país livre. O verso “Vou deitar à sombra de uma palmeira que já não há / Colher a flor que já não dá” reforça essa nostalgia, sugerindo que o lugar de origem foi transformado ou perdido, funcionando como metáfora para o Brasil sob a repressão da ditadura militar.
A letra expressa um sentimento de exílio, tanto físico quanto emocional, refletindo a experiência pessoal de Chico Buarque, que se autoexilou na Itália após o festival em que a música foi apresentada. O desejo de voltar para casa aparece permeado por incertezas e desilusões, como nos versos “Como fiz enganos de me encontrar / Como fiz estradas de me perder”, mostrando que a busca pelo lar ou pela liberdade é marcada por tentativas frustradas e uma saudade constante. Mesmo sem ser uma canção de protesto explícita, “Sabiá” utiliza metáforas para expressar o anseio por tempos melhores e a esperança de reencontrar o que foi perdido, tornando-se um hino sutil de resistência e esperança em meio à repressão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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