
Umas e Outras
Chico Buarque
Solidão compartilhada em "Umas e Outras" de Chico Buarque
"Umas e Outras", de Chico Buarque, aborda como a solidão e o sofrimento aproximam pessoas de realidades opostas. A música contrapõe duas figuras femininas: uma mulher religiosa, que "nunca tem sorriso" e vive na esperança do paraíso, e uma prostituta, que "forjou o seu sorriso e fez do mesmo profissão". Apesar das diferenças de trajetória e valores, ambas enfrentam o mesmo cansaço existencial e buscam consolo diante das dificuldades do cotidiano.
A canção utiliza cenas do dia a dia e linguagem simples para mostrar que, no fundo, as duas compartilham sentimentos semelhantes. Tanto a religiosa quanto a prostituta "sentam um pouco pra chorar" diante do peso das rotinas, e ambas se perdem em contas e rezas intermináveis. O encontro ocasional das duas "pela mesma rua" simboliza o reconhecimento mútuo da dor, sugerindo que as barreiras sociais e morais são menos relevantes diante da experiência universal da solidão. O refrão, com frases como "Que dia! Nossa, pra que tanta conta" e "Que vida danada", reforça o tom realista e resignado, mostrando que, para umas e outras, a vida pode ser igualmente longa e difícil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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