
Vida
Chico Buarque
Reflexão sobre escolhas e busca em "Vida" de Chico Buarque
Em "Vida", Chico Buarque propõe uma reflexão sensível sobre as escolhas e renúncias que moldam a trajetória de uma pessoa. O verso “deixei a fatia mais doce da vida na mesa dos homens de vida vazia” traz à tona o sentimento de ter aberto mão de prazeres em favor de algo mais profundo, ao mesmo tempo em que critica, de forma sutil, aqueles que vivem de maneira superficial. O contexto de criação da música, ligado à peça "Geni", reforça esse olhar introspectivo, marcado por honestidade e uma certa melancolia, mas também por aceitação: “Mas, vida, ali, quem sabe, eu fui feliz”.
A canção explora ainda o desejo de transcendência, especialmente no trecho “Luz, quero luz, sei que além das cortinas são palcos azuis e infinitas cortinas com palcos atrás”. Chico utiliza o teatro como metáfora para a existência, sugerindo que a vida é feita de sucessivos atos e possibilidades, sempre com algo novo a ser descoberto. O impulso de “arrancar” e “estufar” a vida revela a busca por intensidade e plenitude, mesmo diante do cansaço ou da rotina. O pedido para ser levado “longe, leva mais” expressa a vontade de ultrapassar limites e não se acomodar. No final, ao mencionar “tocar na ferida, nos nervos, nos fios, nos olhos dos homens de olhos sombrios”, a música reconhece que a felicidade pode estar justamente na coragem de enfrentar as dores e sombras da vida, e não apenas nos momentos fáceis.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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