
A Ostra e o Vento
Chico Buarque
Conflito entre proteção e liberdade em “A Ostra e o Vento”
A música “A Ostra e o Vento”, de Chico Buarque, explora o conflito entre proteção e desejo de liberdade, refletindo a trajetória de Marcela no filme de mesmo nome. O verso “Enxuta, a concha guarda o mar no seu estojo” funciona como uma metáfora para o isolamento de Marcela: assim como a ostra, ela mantém seus sentimentos e desejos protegidos do mundo exterior, mas sente-se sufocada por esse confinamento. O vento, por outro lado, representa o desejo de emancipação e descoberta, evidenciado nos pedidos da personagem: “Pai, me deixa respirar o vento” e “Pai, me deixa caminhar ao vento”.
A repetição desses apelos ao pai reforça o ambiente de controle e autoridade que define a relação entre Marcela e seu pai, um tema central tanto no filme quanto na canção. Perguntas como “Quem sopra meu nome?” e “Meu bem trouxe um perfume?” sugerem a curiosidade e o despertar da sexualidade, aspectos intensificados pela solidão da personagem. As figuras do “amigo secreto” e do “namorado erradio” simbolizam o desejo e a fantasia, mostrando a busca de Marcela por algo além dos limites impostos pela ilha e pelo pai. Chico Buarque, assim, traduz em versos a atmosfera de espera, desejo e inquietação que marca a história, conectando elementos da natureza ao universo emocional da protagonista.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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