
João e Maria
Chico Buarque
Infância, fantasia e saudade em “João e Maria” de Chico Buarque
“João e Maria”, de Chico Buarque, retrata a memória de um amor infantil por meio de uma narrativa que mistura fantasia e realidade. A letra utiliza imagens lúdicas, como “meu cavalo só falava inglês” e “a noiva do cowboy era você além das outras três”, para mostrar como as brincadeiras de criança servem de cenário para sentimentos puros e idealizados. O verso “E pela minha lei / A gente era obrigado a ser feliz” destaca como, no universo infantil, as próprias crianças criam suas regras, onde a felicidade é quase uma obrigação. A melodia suave, composta em parceria com Sivuca, reforça essa atmosfera de inocência e leveza.
Chico Buarque também aborda o fim da infância e a chegada da maturidade. Quando canta “No tempo da maldade / Acho que a gente nem tinha nascido”, ele sugere que, naquele mundo de faz-de-conta, não havia espaço para sofrimento. Porém, a fantasia se desfaz com “o faz-de-conta terminasse assim / Pra lá deste quintal / Era uma noite que não tem mais fim”, marcando a transição para a vida adulta e a separação dos protagonistas. O desaparecimento da figura amada, “Pois você sumiu no mundo sem me avisar”, simboliza a dor do crescimento e a saudade de um tempo mais simples. Assim, a música fala sobre a passagem da infância para a maturidade, usando a linguagem das brincadeiras para tratar de temas universais como amor, perda e nostalgia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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