
Vôo Cego
Chico Buarque
Desejo e rotina em "Vôo Cego" de Chico Buarque
Em "Vôo Cego", Chico Buarque explora a transformação do desejo dentro de uma relação estável. A imagem das “pombas neuróticas” que partem “feito velas do meu cais” simboliza o momento em que a paixão se esvai, dando lugar à rotina e ao silêncio entre o casal. O uso de metáforas com aves reforça tanto a inquietação interna quanto a sensação de perda, especialmente quando a letra afirma: “nenhuma ave em mim e em meu marido”, indicando a ausência de desejo e conexão.
A narrativa muda quando “um homem novo abriu meus devaneios”, trazendo de volta sensações esquecidas e provocando um “grito longo e surpreendido”. O “pássaro galante e proibido” representa esse desejo extraconjugal, intenso e inesperado, mas também marcado pela culpa e pelo risco. O verso final, “mas tonto de prazer caiu no mar”, sugere que essa busca por prazer fora dos limites do casamento pode ser arrebatadora, porém passageira e até destrutiva. Assim, a canção reflete sobre a fragilidade dos sentimentos, a redescoberta do desejo e as consequências de se entregar a impulsos proibidos, tudo isso com a sensibilidade característica de Chico Buarque e da lírica de Aldir Blanc.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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