
As Asas
Chico César
Dualidade humana e superação em “As Asas” de Chico César
Em “As Asas”, Chico César explora a dualidade da experiência humana, contrapondo a queda e o desejo de transcendência. Logo no início, a imagem de “um homem em pé, um anjo caído” destaca como todos carregam tanto a capacidade de errar quanto o impulso de buscar algo maior. O verso “um corpo que cai em desgraça / uma alma que rola no chão” reforça essa ideia, mostrando que as limitações e falhas fazem parte da vida, mas não anulam o desejo de superação.
A música também utiliza a metáfora do “marmanjo é um anjo / com um arranjo de flores / pra uma mulher / feito com as asas cortadas / que deus lhe deu” para ilustrar como, mesmo privados de liberdade ou pureza — simbolizadas pelas asas —, as pessoas continuam tentando amar, criar e se doar. O trecho “voar sem asas / lavar-se com as brasas / que o amor acendeu” mostra que o amor pode ser tanto fonte de dor quanto de impulso para seguir em frente. Assim, Chico César constrói uma reflexão sensível sobre a imperfeição humana e a busca constante por elevação, mesmo diante das quedas e cicatrizes que a vida impõe.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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