
Barco
Chico César
Metáforas de despedida e aceitação em “Barco” de Chico César
Em “Barco”, Chico César utiliza a imagem do barco como uma metáfora para abordar despedidas, a aceitação da transitoriedade e as incertezas da vida. O verso “Choro contigo barco / Pela praia que deixas / Pelo sol que se deita” associa a partida do barco ao sentimento de perda e à passagem do tempo, transmitindo a melancolia do afastamento. Elementos marítimos como “sereias” e “astrolábio” ampliam o sentido de jornada, sugerindo que cada partida é também um mergulho no desconhecido, onde o destino é incerto e as emoções são inevitáveis.
A repetição do verbo “chorar” ao longo da letra reforça a tristeza diante das mudanças e perdas, como em “Choro saber que / Os açudes não são o mar / Que não se pode guardar / Em alguidares de areia”. Nessa passagem, Chico César compara açudes e mar para mostrar que certas experiências e sentimentos não podem ser contidos, reforçando a ideia de que tudo é passageiro. A referência ao “homem sábio / Pode morrer se não souber nadar” indica que conhecimento e razão não garantem segurança diante das incertezas da vida. No final, “Chore comigo barco / A sina de todos os naus” universaliza o sentimento de despedida, mostrando que a vulnerabilidade diante do destino é comum a todos. Assim, a canção transforma o barco em símbolo da travessia existencial, marcada por saudade, aceitação e esperança de seguir adiante mesmo na dor.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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