
Saharienne
Chico César
Conflito, mídia e resistência em “Saharienne” de Chico César
Em “Saharienne”, Chico César aborda o impacto das guerras distantes e a forma como a mídia influencia nossa percepção desses conflitos. No verso “diante da televisão sem som / posso ouvir e ouço o alarido / surdo dos curdos / sinto cheiro de carne humana assada”, o artista mostra como o horror dos conflitos, especialmente no Oriente Médio, atravessa a barreira da distância e chega até quem assiste de casa, tornando-se quase palpável mesmo através da tela.
O título “Saharienne” traz múltiplos sentidos: além de remeter ao deserto do Saara, símbolo de aridez e sofrimento, faz referência à jaqueta “saharienne” criada por Yves Saint Laurent, sugerindo a apropriação cultural e a influência ocidental sobre regiões marcadas por conflitos. A crítica à mídia aparece em “a teia de aranha midi / me dá conforto e arrepio”, mostrando como a exposição constante à violência pode tanto anestesiar quanto causar desconforto. Já a frase “saravá sarah vaughan” une a saudação afro-brasileira à cantora afro-americana, representando a resistência da arte diante da brutalidade do mundo. Ao afirmar “o carneiro sacrificado morre / o amor morre / só a arte não”, Chico César destaca que, mesmo diante da barbárie e da manipulação midiática, a arte é o que permanece e resiste.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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