
Pedrada
Chico César
Confronto e resistência política em “Pedrada” de Chico César
Em “Pedrada”, Chico César utiliza imagens fortes para denunciar a ameaça do autoritarismo no Brasil atual. Logo no início, ele fala dos “cães danados do fascismo” que “babam e arreganham os dentes”, deixando claro o perigo representado por forças fascistas e autoritárias. A expressão “sai do ovo a serpente” reforça a ideia de que o fascismo pode ressurgir a qualquer momento, mesmo quando parece adormecido. Chico César já afirmou que essas metáforas vieram de sua observação direta da realidade, o que dá à letra um tom urgente e conectado ao contexto político do país.
A música aprofunda a crítica social ao citar a “república de parentes” e a “nova Babilônia”, referências à corrupção, ao nepotismo e à decadência das instituições brasileiras. Quando Chico canta “somos só carne humana pra moer / E o amor não é pra nós”, ele expõe o sentimento de desumanização e exclusão vivido por muitos diante de um sistema opressor. Apesar do tom de denúncia, a canção também convoca à resistência, simbolizada pela “pedrada” e pela “bola incendiária”, que remetem à luta popular. O refrão “Fogo nos fascistas / Fogo, Jah!” mistura o protesto político com uma dimensão espiritual, típica do reggae, e reforça o papel da arte como ferramenta de enfrentamento e transformação social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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