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Depois Sou Eu Que Não Presto

Chico da Serra e João da Mata

Letra

    Eu saí em disparada
    Pra chegar rapidamente
    Preparei bem o terreno
    E plantei boa semente
    Pra ver nossas crianças
    Educadas e decentes
    Respeitando pai e mãe
    Como era antigamente
    Infelizmente não deu
    Alguém correu mais que eu
    E chegou na minha frente

    Estou pagando bem alto
    O preço pra ser honesto
    Será que parei no tempo
    Sou diferente do resto
    Se a vida está melhorando
    Então por que manifesto
    A falta de educação
    É a razão do meu protesto
    Não se fala mais senhor
    Estão batendo em professor
    Depois sou eu que não presto

    A chuva que molha a terra
    É o alimento da vida
    Chegava no tempo certo
    Era bem distribuída
    Hoje chove muito pouco
    Bem abaixo da medida
    Grandes partes das nascentes
    Foi pela seca atingida
    Brincaram com a natureza
    Vieram em sua defesa
    Sente-se muito ofendida

    Depois que nossas florestas
    Foram todas derrubadas
    Vieram os homens da lei
    Proibiram as queimadas
    Mas disso valeu
    As toras foram enterradas
    No lugar das matas virgens
    Hoje tem cana plantada
    Destruíram o que era nosso
    Vivo no mato e não posso
    Cortar um cabo de enxada

    Composição: João Miranda / Toninho Parapedro. Essa informação está errada? Nos avise.

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