
Boate Azul
Chico Rey e Paraná
Solidão e desilusão amorosa em “Boate Azul” de Chico Rey e Paraná
“Boate Azul”, de Chico Rey e Paraná, retrata de forma direta o vazio e a solidão que acompanham quem busca esquecer uma decepção amorosa em ambientes de diversão noturna. A letra transforma a boate, normalmente associada ao prazer e à fuga dos problemas, em um espaço de desorientação e tristeza, como fica claro quando o protagonista diz que sai “sem saber o rumo para onde vou”. Esse sentimento é reforçado pelo contexto real que inspirou a música: a frustração de uma espera em uma boate após o cancelamento de um show devido à morte do Papa João XXIII, o que acentuou a sensação de expectativa não correspondida e decepção, presentes em toda a narrativa.
A música mostra o personagem tentando preencher o vazio deixado por um amor perdido, recorrendo à companhia de uma “dama da noite” como um alívio passageiro. O verso “A dor do amor é com outro amor que a gente cura” revela uma tentativa de autoengano, já que, ao final, ele permanece sozinho e nem se lembra do nome da mulher que o acompanhou. A expressão “flor da noite” suaviza a referência à prostituição, mas também destaca a superficialidade e a transitoriedade desse consolo. O tom melancólico se intensifica no desfecho, quando o protagonista, embriagado e desorientado, percebe que a noite não trouxe o alívio esperado, apenas mais solidão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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