
Quando a Maré Encher
Chico Science
Resiliência e esperança em "Quando a Maré Encher"
"Quando a Maré Encher", de Chico Science, retrata de forma direta a realidade das comunidades periféricas do Recife, destacando como a criatividade e a adaptação são essenciais diante da falta de infraestrutura. O verso “tomar banho de canal quando a maré encher” mostra como os moradores transformam a maré alta em uma oportunidade de lazer e higiene, mesmo em condições precárias. Essa imagem vai além do literal, simbolizando também a esperança por dias melhores, ainda que passageiros.
A letra evidencia a improvisação na construção das casas, como em “pedra que apóia tábua, madeira que apóia telha”, ressaltando a engenhosidade diante da escassez. Ao citar “cachorro, gato, galinha, bicho-de-pé e a população real”, a música mostra a convivência entre pessoas e animais como parte do cotidiano, reforçando a resiliência dos habitantes. Termos como “esperança, fé em Deus, ilusão” revelam a mistura de sentimentos presentes nessas comunidades: a fé e a esperança se misturam à dura realidade e à ilusão de mudança. A interpretação de Chico Science & Nação Zumbi, dentro do movimento Manguebeat, valoriza a cultura local ao mesmo tempo em que denuncia as desigualdades sociais, unindo ritmos tradicionais e modernos para potencializar essa mensagem.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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