
Atraente
Chiquinha Gonzaga
Ironia e crítica social na canção “Atraente” de Chiquinha Gonzaga
Em “Atraente”, Chiquinha Gonzaga utiliza ironia e humor para retratar uma mulher que desafia os padrões sociais do século XIX. Já em 1877, a compositora apresenta uma personagem feminina que provoca reações intensas ao seu redor, como nos versos “esmigalha corações com o pé” e “vai sujando o meu caminho, desfolhando o mal-me-quer”. Essas imagens destacam tanto o poder de sedução quanto a imprevisibilidade dessa mulher, que não se encaixa nos papéis tradicionais da época.
O título “Atraente” faz referência não só ao magnetismo da melodia, mas também à personalidade marcante da protagonista, que cativa e desestabiliza quem a cerca. A letra traz uma lista de adjetivos exagerados – “danada, perigosa, vaidosa, desastrosa, escandalosa, indecorosa, rancorosa, incestuosa e tão nervosa” – reforçando o tom irônico e crítico sobre os julgamentos sociais dirigidos às mulheres. O verso “Não vem jogar Fla-Flu no meu Maracanã / Não sou Juju Balangandã” mistura referências culturais e esportivas, mostrando que a narradora não aceita ser manipulada ou envolvida em disputas emocionais. O humor e a ironia presentes na canção também funcionam como crítica à hipocrisia e aos padrões morais impostos às mulheres, refletindo a própria trajetória de Chiquinha Gonzaga, que enfrentou resistência ao desafiar convenções sociais e familiares em sua carreira e vida pessoal.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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