
Lua Branca
Chiquinha Gonzaga
A dualidade emocional em "Lua Branca" de Chiquinha Gonzaga
"Lua Branca", de Chiquinha Gonzaga, destaca-se por sua trajetória singular: originalmente parte da burleta cômica "Forrobodó", a canção ganhou vida própria como um clássico romântico e melancólico. Essa transformação revela uma dualidade marcante, pois a música carrega tanto o humor de sua origem quanto a tristeza profunda que a consagrou. A letra utiliza a Lua como confidente e símbolo de esperança, mostrando a habilidade de Chiquinha em criar imagens que traduzem sentimentos universais, como solidão e desejo de consolo.
Na canção, a Lua é invocada para aliviar o sofrimento amoroso: “Oh, Lua branca de fulgores de encanto / Se é verdade que ao amor abrigo / Oh, Vem tirar dos olhos meus o pranto”. O eu lírico suplica por compaixão e luz, expressando abandono e saudade, especialmente ao lembrar dos momentos felizes ao lado da pessoa amada, agora ausente. A Lua, que antes presenciava encontros e beijos, torna-se símbolo de consolo diante da perda: “Ela partiu, Lua branca, por quem são, tem dó de mim”. O tom delicado e melancólico, aliado à tradição das modinhas, reforça a universalidade do sofrimento amoroso e a busca por alívio nas forças da natureza, tornando "Lua Branca" uma obra atemporal e profundamente tocante.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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