
Corta Jaca
Chiquinha Gonzaga
Transgressão e liberdade social em “Corta Jaca” de Chiquinha Gonzaga
“Corta Jaca”, de Chiquinha Gonzaga, é uma música que celebra a dança popular brasileira enquanto desafia as normas sociais do início do século XX. A canção destaca o poder de sedução e a alegria do corta-jaca, uma dança que, segundo o trecho “Não há ricas baronesas, nem marquesas / Que não queiram (saibam) requebrar”, ultrapassa barreiras de classe e conquista até a elite aristocrática. Esse aspecto ficou evidente quando a primeira-dama Nair de Teffé tocou a música em um evento oficial, gerando escândalo na sociedade da época. A letra sugere que ninguém resiste ao encanto da dança, nem mesmo os “velho carrancudo, nem sisudo”, mostrando como o corta-jaca tem o poder de igualar as pessoas pelo prazer e pela expressão corporal.
O termo “corta-jaca” traz uma conotação sexual implícita, reforçada por expressões como “requebros de suprema perfeição” e “este jeito de mexer”, que remetem tanto à habilidade na dança quanto à sensualidade dos movimentos. Com um tom animado e descontraído, a música transforma a dança em símbolo de liberdade, alegria e transgressão, ironizando a rigidez dos costumes da elite. Ao afirmar que “nossa dança corta-jaca” está “na ponta”, a canção valoriza a cultura popular brasileira e marca um momento importante de afirmação e emancipação desse universo diante da sociedade tradicional.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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