
Da Estância Pra Venda
Chiquito e Bordoneio
Memórias e tradições rurais em "Da Estância Pra Venda"
"Da Estância Pra Venda", de Chiquito e Bordoneio, retrata com sensibilidade como as tarefas simples do cotidiano rural se transformam em memórias afetivas profundas. A música utiliza a lista de compras do avô não apenas como um retrato da rotina, mas como um verdadeiro inventário de tradições e costumes do campo, mostrando como valores e ensinamentos são passados de geração em geração. O ato de "ir lá na venda fazer compra pro meu vô" é apresentado como um tesouro da infância, destacando a importância dessas experiências na formação do narrador.
A letra traz imagens marcantes do universo rural, como o "petiço" (cavalo pequeno), o "garrão encascurrado" (calcanhar endurecido pelo trabalho) e o caminho costeando o aramado, que situam o ouvinte no ambiente campeiro. Os detalhes dos produtos comprados, como "lata de bolacha da fronteira", "erva-mate", "rapadura" e "fumo em rolo", reforçam a celebração da cultura e da autossuficiência do interior gaúcho, temas centrais na trajetória do grupo. A relação de confiança entre avô e neto aparece no trecho “leve contigo um fio do meu bigode que o bodequeiro anote tudo bem direito”, referência à prática de deixar fiado na venda, garantido pela palavra e honra do mais velho. O refrão “Upa, upa meu petiço da saudade” resume o sentimento de ternura e saudade, transformando as lembranças da infância em símbolos de afeto, respeito e continuidade das raízes rurais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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