
Adoçando o Amargo
Chiquito e Bordoneio
Tradição e identidade gaúcha em “Adoçando o Amargo”
A música “Adoçando o Amargo”, de Chiquito e Bordoneio, faz uma crítica bem-humorada à prática de adoçar o chimarrão, algo visto como uma afronta à tradição gaúcha. Logo no início, o narrador expressa sua indignação diante dessa mudança de costumes: “Fiquei sabendo da baita barbaridade / Com toda a idade ainda me tiram do sério”. Aqui, o amargo do chimarrão é apresentado como símbolo de identidade regional, e qualquer tentativa de adoçá-lo é encarada como uma ameaça a essa tradição.
A letra destaca o choque entre tradição e modernidade ao mencionar a “chinoca” que adoça o mate e a erva já adoçada de fábrica. A expressão “é um camoatim no fel dos beiço e acabou-se” utiliza uma metáfora regional para mostrar o incômodo causado por essa inovação. No refrão, a música reforça seu argumento: “Chimarrão é o amargo do gaúcho / Botar açúcar nessa ciranda de essência / Mela a querência e os elos de repuxo”. Ou seja, adoçar o mate não só altera o sabor, mas também prejudica os laços de pertencimento e tradição. Termos como “peonada de galpão” e “querência” reforçam o apego às raízes e ao convívio comunitário. Ao final, a música defende que o mate amargo é mais do que um gosto: é um ritual sagrado e um elo com a história e a alma do povo do sul, fazendo uma crítica leve, mas firme, à diluição dos costumes tradicionais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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