
Modernidade (part. Rionegro & Solimões)
Chitãozinho & Xororó
Tradição e saudade em “Modernidade (part. Rionegro & Solimões)”
A música “Modernidade (part. Rionegro & Solimões)”, de Chitãozinho & Xororó, aborda de forma clara como o avanço tecnológico e a urbanização impactam negativamente a vida rural e os laços com as tradições do campo. O verso “Hoje, tudo é cidade, nosso rancho é só saudade” expressa o sentimento de perda e deslocamento, mostrando que a modernidade não é vista como progresso absoluto, mas como um fator que gera nostalgia e desconexão com as raízes. Imagens como o chão de terra que virou asfalto e a moto substituindo o cavalo reforçam a crítica à mecanização e à substituição das práticas tradicionais.
A letra também critica a superficialidade das relações e do consumo moderno, como nos versos “o povo quer colher sem nem plantar” e “leite, milho, trigo e a soja, saem de dentro de uma loja”. Esses trechos apontam para a falta de vínculo com o processo produtivo e para o impacto do capitalismo e da urbanização acelerada. A participação de Rionegro & Solimões, dupla que representa uma geração mais recente do sertanejo, reforça o diálogo entre tradição e mudança. Assim, a canção se torna um lamento coletivo pela transformação do campo e pela ameaça à cultura rural brasileira, transmitindo saudade e valorização das origens enquanto questiona os rumos da modernidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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