
Punk da Periferia
Cibelle
Crítica social e ironia em "Punk da Periferia" de Cibelle
Em "Punk da Periferia", Cibelle utiliza uma ironia marcante para expor o estigma e a marginalização enfrentados pelos jovens das periferias urbanas. Logo no início, o protagonista se define como "pus" e "o que de resto restaria aos urubus", deixando claro o peso do preconceito social. Expressões como "blusão carniça" e "make-up pó caliça" vão além da aparência: elas simbolizam a transformação das marcas da pobreza em identidade e resistência. A menção à "Freguesia do Ó" reforça o contexto local, mas também representa a luta coletiva contra a exclusão social vivida em muitas periferias brasileiras.
A letra mistura deboche e desilusão ao tratar da falta de perspectivas e da rebeldia diante do abandono social. Quando o personagem diz "curto lixo, eu...transo porcaria", ele ironiza o preconceito e a visão estigmatizada da sociedade sobre a juventude periférica, ao mesmo tempo em que expressa frustração com as falsas promessas de figuras como a "tia" e a "vovó". O trecho "Esgotados os poderes da ciência / Esgotada toda a nossa paciência / Eis que esta cidade é um esgoto só" resume o sentimento de saturação e revolta diante de um sistema que não oferece alternativas reais. Na versão de Cibelle, a canção ganha uma abordagem experimental, mas mantém a força da crítica social e da ironia presentes na composição original de Gilberto Gil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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