
Banzo
Cicero
Reflexão sobre pertencimento e saudade em “Banzo” de Cicero
Em “Banzo”, Cicero resgata o significado histórico do termo, que remete à saudade profunda e à melancolia vivida por africanos escravizados no Brasil, para abordar sentimentos universais de perda, deslocamento e busca por sentido. Ao cantar “Sem o meu lugar, quando eu voltei, não estava lá”, ele expressa a sensação de não pertencimento e desenraizamento, trazendo o conceito do banzo para uma experiência pessoal e contemporânea, onde até mesmo o retorno ao lar pode ser marcado pela ausência de pertencimento.
A letra também reflete sobre o amadurecimento que surge após a perda e com o tempo, como em “É preciso perder pra ganhar / Entender é o escombro / À espera do tempo dizer o motivo pra continuar”. Essa espera resignada e o esforço para “amansar a culpa” mostram um processo de autoconhecimento e aceitação das dificuldades. O trecho sobre o “senhor” que “não existia” sugere uma busca por respostas em dimensões espirituais ou imaginárias, reforçando o tom introspectivo da música. Metáforas como “Já teve a visão de ser avião no marasmo?” e “Chão também é ar” ampliam o sentimento de incerteza e transitoriedade, mostrando que a vida é feita de instabilidade e falta de garantias. O arranjo minimalista, focado em voz e violão, intensifica essa atmosfera de reflexão, convidando o ouvinte a mergulhar em sua própria jornada de resiliência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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