Alô, João
Ciro Monteiro
Desilusões e ironia no samba "Alô, João" de Ciro Monteiro
O ponto central de "Alô, João", de Ciro Monteiro, está na reviravolta inesperada: Zé, ao ligar para a mulher amada, escuta do outro lado da linha um "alô, João". Esse detalhe simples revela, de forma sutil e irônica, a presença de outro homem na vida dela, sugerindo uma possível traição ou, pelo menos, a existência de um rival. A situação desmonta as expectativas de Zé e expõe sua vulnerabilidade, mostrando como a tecnologia, representada pelo telefone, pode trazer decepções inesperadas. Isso fica claro no trecho: "O telefone, às vezes, nos faz mal / E sem querer, acaba uma paixão".
A letra adota um tom leve e resignado, característico do samba de Ciro Monteiro, transformando uma situação dolorosa em algo quase cotidiano e até cômico. O nome "João" funciona como um símbolo do rival genérico, tornando a situação facilmente identificável para qualquer pessoa. O contexto histórico da música, composta por Baden Powell e Ciro Monteiro e também gravada por Elis Regina sob o título "Zé Não é João (Alô João)", reforça como a canção brinca com identidade e ciúme, usando nomes comuns para criar identificação imediata com o público. Assim, "Alô, João" aborda as desilusões amorosas com um tom descontraído e irônico, típico do samba carioca.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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