A Minha Parte Eu Faço
Cirugia Moral
Violência cotidiana e sobrevivência em “A Minha Parte Eu Faço”
"A Minha Parte Eu Faço", do Cirugia Moral, retrata de forma direta a realidade de jovens das periferias brasileiras, onde a violência e o crime se tornam parte do dia a dia. A música narra a trajetória de um protagonista que, desde pequeno, sonhava com o poder e o dinheiro do crime — "Quando moleque seu sonho era roubar um banco / Ter dinheiro pra caralho e reinar no trono" — e mostra como esses desejos se misturam à busca por respeito e sobrevivência, levando à perda da inocência.
O refrão, "Vai, vai, mata ele, cara, tem que ser agora / Pega logo essa arma, cara, vê se não demora / Pra defender minha área, meu trono, minha esquina", evidencia a pressão constante por violência e a necessidade de proteger território, aspectos centrais na rotina do crime. Inspirada em histórias reais, a letra ganha ainda mais força com a produção de DJ Jamaika, ex-Câmbio Negro, que reforça o tom cru e autêntico. A música também aborda a falta de opções e o desgaste emocional, como em "Vi meu irmão morrendo com tiro nas costas / Cansei de procurar respostas", transmitindo desilusão e resignação. Ao dizer "A minha parte eu faço", o personagem assume sua responsabilidade no sistema, mas revela um código ético próprio, como ao afirmar que não vende crack para não perder clientes. Assim, a faixa expõe, sem glamourizar, a dura realidade de quem sobrevive à margem da sociedade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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