
Coisa da Antiga
Clara Nunes
Resistência e ancestralidade em "Coisa da Antiga" de Clara Nunes
Em "Coisa da Antiga", Clara Nunes resgata memórias familiares e valores do passado para discutir temas como resistência, ancestralidade e mudanças sociais. A referência ao bisavô escravizado, que "não se entregou à escravidão" e "sempre vivia fugindo e arrumando confusão", destaca uma postura ativa de luta contra a opressão, fugindo da visão romantizada e passiva frequentemente associada à escravidão. Ao valorizar a insubmissão, a música sugere que a dignidade está em não aceitar injustiças, fazendo uma crítica indireta à acomodação diante dos problemas atuais.
A canção constrói sua nostalgia a partir de cenas do cotidiano antigo, como lavar roupas na tina e passar roupas com ferro de carvão, símbolos de simplicidade, esforço coletivo e solidariedade. Clara Nunes contrapõe esses valores à frieza das relações modernas, como mostra o verso “a palavra de um mero cidadão valia mais que hoje em dia uma nota de milhão”. A expressão “isso é coisa da antiga” reforça o sentimento de perda desses valores, enquanto o "olhar marejado" da mãe ao lembrar do passado evidencia o peso emocional dessas lembranças. Ao citar que a história do bisavô deveria servir de exemplo a "esses nego pai João" (referência ao personagem folclórico associado à submissão), a música propõe uma reflexão sobre orgulho, resistência e a importância de manter viva a ancestralidade, temas que seguem atuais, como mostra a regravação de Zilá Lima em 2024.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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