
Jogo de Angola
Clara Nunes
Resistência e ancestralidade em "Jogo de Angola" de Clara Nunes
"Jogo de Angola", interpretada por Clara Nunes, destaca a capoeira como símbolo de resistência dos negros escravizados no Brasil. A música mostra como a capoeira, vista pelos senhores como uma dança, era na verdade uma estratégia de luta e sobrevivência. O verso “E a dança que era uma festa para o dono da terra / Virou a principal defesa do negro na guerra” deixa claro que, sob a aparência de entretenimento, os movimentos da capoeira escondiam técnicas de combate, usadas para enganar os opressores. Termos como “perna de brigar”, “ferro de furar” e “arma de atirar” reforçam essa ideia, mostrando que a dança era também uma forma de autodefesa e resistência.
O contexto histórico aparece logo no início, ao mencionar o sofrimento dos negros “fechados em gaiola” e a formação dos quilombos, que eram espaços de resistência coletiva. A citação de instrumentos como “berimbau, maracá e viola” conecta a música à ancestralidade africana e à força das tradições culturais, que serviam como instrumentos de união e expressão. Clara Nunes, reconhecida por valorizar as raízes afro-brasileiras, transmite respeito e emoção ao celebrar a coragem do povo negro. Ao cantar “Louvado será todo dia / Esse povo cantar e lembrar o Jogo de Angola”, a música ressalta a importância de manter viva a memória da luta e da herança cultural afro-brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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