
Banho de Manjericão
Clara Nunes
Rituais e ancestralidade em “Banho de Manjericão” de Clara Nunes
Em “Banho de Manjericão”, Clara Nunes transforma um simples ritual em um símbolo de proteção e renovação espiritual, profundamente ligado às tradições afro-brasileiras. O manjericão, citado repetidamente na letra, representa mais do que uma erva: é um elemento de purificação e defesa contra energias negativas, muito presente em práticas populares. A música destaca gestos cotidianos de proteção, como “bater na madeira três vezes com o dedo cruzado”, “pendurar uma figa no aço do meu cordão” e manter “um galho de arruda” em casa, mostrando como a espiritualidade se manifesta em pequenos detalhes do dia a dia brasileiro.
A canção também valoriza a importância dos líderes espirituais e da coletividade, ao mencionar figuras como “vovó Maria”, “pai Benedito” e “pai Antônio”. Esses personagens reforçam a conexão entre o sagrado e o cotidiano, além de evidenciar a mistura de elementos africanos e católicos, como na “reza de São Cipriano”. O retorno ao “congado” — manifestação cultural e religiosa afro-brasileira — ressalta o orgulho das raízes e da ancestralidade. “Banho de Manjericão” vai além de descrever rituais: celebra a força da cultura popular, a fé na proteção espiritual e a esperança, temas que seguem vivos, como mostra o banho coletivo promovido pelo bloco “Filhas de Clara” em homenagem à artista.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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