
Fuzuê
Clara Nunes
Resistência e celebração afro-brasileira em “Fuzuê”
Em “Fuzuê”, Clara Nunes destaca a resistência e a liberdade das populações negras, especialmente ao repetir o verso “parede de barro não vai me prender”. Essa frase faz referência direta à história dos quilombos, locais de refúgio e luta por autonomia dos negros escravizados no Brasil. A figura de Maria Macamba, mencionada na canção, representa a força das mulheres negras nos quilombos. Sua trajetória é contada em versos como “Sambou noite e dia que até parecia que ia morrer / Nasceu num quilombo / Aprendeu levar tombo no canjerê”, mostrando sua persistência, trabalho e alegria mesmo diante das adversidades.
A música mistura elementos do cotidiano e da tradição afro-brasileira, como o berimbau, o canjerê e a troca de produtos típicos: “Foi de cesta no lombo / Com água e pitombo / Trocar por dendê, fuzuê”. Esses detalhes criam um clima animado, mas também reforçam o significado de resistência coletiva. O termo “fuzuê” sugere festa e agitação, mas também simboliza a recusa em aceitar limitações impostas, representadas pela “parede de barro”. Ao final, “Fuzuê” celebra a alegria, a força e a identidade de um povo que transforma dificuldades em festa e resistência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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