
Macunaíma
Clara Nunes
Identidade e folclore brasileiro em “Macunaíma” de Clara Nunes
A música “Macunaíma”, interpretada por Clara Nunes, explora a riqueza do folclore brasileiro e a busca pela identidade nacional ao retratar o protagonista como um personagem múltiplo: “Macunaíma indio, branco, catimbeiro / Negro, sonso, feiticeiro”. Essa diversidade representa a miscigenação e a complexidade cultural do Brasil, tema central do romance de Mário de Andrade, que inspirou o samba-enredo da Portela. A letra faz menção direta a personagens e símbolos do livro, como Ci, a rainha mãe do mato, e o Negrinho do Pastoreio, conectando-os à trajetória de Macunaíma e à tradição oral brasileira.
O refrão “Vou-me embora, vou-me embora / Eu aqui volto mais não / Vou morar no infinito / E virar constelação” faz referência ao final do romance, quando Macunaíma se transforma em estrela, e também à fantasia usada por Clara Nunes no desfile da Portela, simbolizando a elevação do personagem ao plano mítico. Elementos como a perda e busca do muiraquitã (talismã) e o encontro com figuras mágicas, como o uirapuru e o Negrinho do Pastoreio, reforçam o clima de encantamento e mostram que o herói brasileiro é vulnerável, mas também resiliente. Dessa forma, a canção celebra o folclore nacional e a capacidade de reinvenção do povo brasileiro, transmitindo uma mensagem de resistência, magia e pertencimento cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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