
Tributo Aos Orixás
Clara Nunes
Resistência e ancestralidade em "Tributo Aos Orixás" de Clara Nunes
"Tributo Aos Orixás", interpretada por Clara Nunes, ressalta a força espiritual dos africanos escravizados no Brasil, que mantiveram viva a devoção aos Orixás mesmo diante do sofrimento. O verso “Trazidos por navios negreiros / Do solo africano para o torrão brasileiro” evidencia o deslocamento forçado e a dor da escravidão, mas também destaca a importância da ancestralidade ao afirmar que esses povos “traziam em seus corações sofridos / Seus Orixás de fé”. O contexto histórico e religioso é essencial: Clara Nunes, ao cantar essa música, homenageia as divindades afro-brasileiras e valoriza as religiões de matriz africana, que foram marginalizadas por muito tempo no Brasil.
A letra faz referência direta a vários Orixás, usando suas saudações tradicionais, como “Okê bamboclim” para Oxóssi, “Kaô, Kaô” para Xangô e “Eparrei” para Iansã. Essas menções celebram cada divindade e reforçam a importância dos rituais de Umbanda e Candomblé na preservação da identidade cultural afro-brasileira. O tom da música é de respeito e celebração, especialmente ao citar o “terreiro em festa” e o “tributo aos Orixás”, mostrando que, apesar do sofrimento histórico, há espaço para alegria, resistência e continuidade das tradições. Clara Nunes foi pioneira ao trazer esses temas para a MPB, contribuindo para a valorização e visibilidade das religiões afro-brasileiras, tanto no Brasil quanto no exterior, como em sua apresentação no MIDEM e na entrevista à Vogue francesa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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