
Portela na Avenida
Clara Nunes
Religiosidade e tradição em “Portela na Avenida” de Clara Nunes
“Portela na Avenida”, interpretada por Clara Nunes, destaca a dimensão sagrada do desfile da escola de samba Portela, aproximando o evento de uma procissão religiosa. A letra faz uma ligação direta entre o azul da escola e Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, como no verso: “O manto azul da padroeira do Brasil / Nossa Senhora Aparecida”. Essa associação reforça a ideia de que o samba e o carnaval podem ser vividos como expressões de fé e devoção coletiva. O desfile é descrito como um ritual, evidenciado em “É feito uma reza, um ritual / É a procissão do samba abençoando / A festa do divino carnaval”, mostrando o carnaval como uma celebração espiritual e comunitária.
A música também valoriza a tradição e a história da Portela, destacando a Velha Guarda como guardiã da memória da escola: “E tem a velha guarda como sentinela”. O samba é tratado como patrimônio cultural, com a Portela sendo chamada de “deusa do samba” e seu pavilhão descrito como “esse divino manto”. A presença das “pastoras e os pastores” vindos “da cidade, da favela” ressalta o caráter inclusivo do samba, comparando o desfile a uma missa onde todos se reúnem para celebrar e defender as cores da escola. A saudação final, “Salve o samba, salve a santa, salve ela / Salve o manto azul e branco da portela”, resume a fusão entre religiosidade, tradição e orgulho coletivo, tornando a Portela um símbolo de resistência, fé e alegria popular.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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