
Zambelê
Clara Nunes
Tradição e saudade em “Zambelê” de Clara Nunes
Em “Zambelê”, Clara Nunes utiliza imagens como a “pomba branca que voou, caiu n’areia” para transmitir símbolos de paz e espiritualidade, especialmente ligados às religiões afro-brasileiras, tema recorrente em sua carreira. O voo e a queda da pomba representam ciclos de partida e retorno, reforçados pelo verso “Zambelê partiu pensando no caminho de voltar, mas o mundo foi rodando, e parou noutro lugar”. A música aborda o deslocamento, a saudade e a esperança de reencontro, refletindo a experiência de um povo marcado pela diáspora e pela mistura de culturas.
A canção também fala sobre o tempo e a permanência das memórias, como em “o passado nunca encerra. A maior distância cabe em sete palmos de terra”, sugerindo que as lembranças persistem mesmo após a morte. O trecho “A saudade quando cansa de ficar presa na mão, vira a dor de uma esperança que não dá no coração” mostra como a saudade pode se transformar em esperança, ainda que dolorosa. Ao citar “Maria na beira da praia, viu a saudade chegar. O mar molhando a saia, os olhos molhando o mar”, a letra conecta o sagrado, a natureza e o sentimento de espera, usando a figura de Maria, presente no folclore e nas religiões afro-brasileiras. Assim, “Zambelê” celebra a herança afro-brasileira, valorizando a continuidade das tradições e a profundidade dos sentimentos que atravessam gerações.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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