
Afoxé para Logun
Clara Nunes
Ritualidade e ancestralidade em “Afoxé para Logun” de Clara Nunes
“Afoxé para Logun”, interpretada por Clara Nunes, destaca a dualidade de Logunedé ao chamá-lo de “menino caçador” e “menino pescador”. Esses termos ressaltam a natureza híbrida do orixá, que é herdeiro das matas de Oxóssi e das águas doces de Oxum. O verso “Meio Oxóssi, meio Oxum” resume essa fusão de características, mostrando Logunedé como símbolo da união de forças complementares na tradição afro-brasileira.
A letra valoriza elementos dos rituais, como axoxô, onjé de coco e milho e mulucum, evidenciando a importância das oferendas e do compartilhamento de axé (energia vital) na relação com o sagrado. Quando a canção diz “Me dá do teu axé / Que eu te dou teu mulucum”, expressa reciprocidade e respeito, princípios centrais das religiões de matriz africana. O refrão “Axé, menino, axé!” serve como saudação e pedido de bênção, enquanto a repetição de “Fara Logun, Fara Logun, Fá” reforça o caráter ritualístico e celebratório do afoxé, ritmo que conecta o ouvinte à ancestralidade. Ao interpretar essa homenagem, Clara Nunes contribui para a valorização das tradições afro-brasileiras e transmite uma atmosfera de acolhimento e reverência à espiritualidade dos orixás.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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