Enchente
Clarianas
Crítica social e ironia em "Enchente" das Clarianas
"Enchente", do grupo Clarianas, utiliza a ironia para transformar o cotidiano das enchentes em uma crônica crítica e bem-humorada. Logo no início, o verso “Pega o meu colchão / Que aquele da prefeitura / Demais duro que era padura / Ninguém merece na!” expõe, de forma sarcástica, a precariedade das soluções oferecidas pelo poder público, que se limita a distribuir colchões desconfortáveis sem resolver o problema central das enchentes. O trecho “E nem paguei a prestação!” revela o drama econômico das famílias periféricas, que perdem bens ainda não quitados, mostrando a vulnerabilidade social dessas comunidades.
A música também traz imagens marcantes, como o menino “nadando no esgoto”, que ilustra tanto o perigo quanto a naturalização do absurdo diante da repetição dos desastres. O refrão “Mas o dia amanheceu e de novo aconteceu” reforça a ideia de que as enchentes são recorrentes e que há uma sensação de abandono. Já o trecho “E o governo, o governo / Deu cobertor e esqueceu” critica a superficialidade das ações governamentais. No final, a música mostra o agravamento do ciclo de tragédias: “Mas um dia aconteceu / E o menino adoeceu / E o dia não amanheceu”, apontando para as consequências fatais da negligência. Assim, Clarianas transforma a experiência periférica em um manifesto, usando humor e a força da voz feminina para denunciar injustiças e dar visibilidade à luta diária das populações marginalizadas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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