
Coincidentemente (Tirando Certas Coisas)
Clarissa
Ambiguidade e desejo em "Coincidentemente (Tirando Certas Coisas)"
Em "Coincidentemente (Tirando Certas Coisas)", Clarissa explora a linha tênue entre amizade e desejo, usando uma ironia sutil para destacar sentimentos que vão além do que é dito. A repetição de "não é nada demais" serve como uma tentativa de minimizar situações que, na verdade, são marcantes, como nos versos “tirando a sua roupa” ou “aquele dia lá atrás”. A expressão “tirando certas coisas” funciona como um recurso para esconder, mas ao mesmo tempo revelar, o que realmente diferencia essa relação de uma amizade comum. Essa ambiguidade é central na música e reflete o tema do amor platônico entre amigos, inspirado por uma conversa real da artista sobre uma relação complicada, conforme Clarissa já comentou em entrevistas e redes sociais.
O clima leve do pop rock contrasta com a tensão emocional da letra. Elementos como “tons de rosa no seu rosto” e respostas “em tons de mentira e oposto” mostram sentimentos disfarçados, sugerindo que ambos tentam manter a aparência de amizade enquanto lidam com emoções reprimidas. Clarissa brinca com clichês do gênero ao abordar a dificuldade de admitir sentimentos em relações próximas, tornando a música fácil de se identificar. O refrão, ao repetir que tudo é “coincidentemente nada demais”, ironiza a tentativa de normalizar situações carregadas de significado, mostrando como o desejo pode se esconder sob a rotina e a amizade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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